sábado, 20 de agosto de 2016

A ARTETERAPIA E O ORIGAMI ERIGINDO A AUTOESTIMA DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Resumo:

A institucionalização de idosos é um fator que vem colocando o idoso em contato com uma realidade com a qual ele não está acostumado a viver. O contato com a nova realidade faz com que muitos idosos percam suas identidades e modifiquem suas relações interpessoais, tendo como algumas das consequências a baixa autoestima e o sentimento de abandono. Esse relato é parte da pesquisa de atuação prática realizada com os idosos do Nosso Lar Comunidade de Idosos, localizado em Almirante Tamandaré/ PR, mantido pela Comunhão Espírita de Curitiba e abriga 34 idosos com idade mínima de 60 anos. A pesquisa aconteceu no mês de janeiro de 2013 e teve por objetivo geral investigar de que forma a arte pode ser uma forma de lazer no processo de envelhecimento capaz de melhorar a qualidade de vida do idoso. Dentre os objetivos específicos estão levar aos idosos do Nosso Lar momentos de lazer, possibilitar o resgate da identidade, valorizar habilidades, fazer o idoso vivenciar novas descobertas, potenciais e a capacidade criativa, bem como erigir sua autoestima. A metodologia: o trabalho foi desenvolvido com idosos usando-se dinâmicas arteterapêuticas. Dentre os trabalhos realizados com o grupo destaca-se a arte do Origami como um dos elementosmotivadores. O Origami é uma arte que muito contribui para com o idoso, sendo capaz de diminuir o estresse, a ansiedade, ajudar na memória, e acima de tudo levantar a sua autoestima, visto que ao termino de cada escultura de papel, é um motivo para se festejar cada conquista ao ver com orgulho o seu próprio trabalho. Assim, os idosos que participaram da pesquisa são portadores de patologias comuns de serem encontradas em idosos institucionalizados, dentre essas, a baixa autoestima. Segundo Coutinho (2008, p. 74), o envelhecimento traz consigo consequências psicológicas, que são inevitáveis, aproximando o indivíduo da morte, exigindo à necessidade de manter e/ou reinventar um papel social e enfrentamento de “fantasmas” interiores, como culpas, arrependimentos e medos. Das 11 sessões realizadas no Nosso Lar, em 4 delas foram usadas técnicas de Origami das quais observou-se que os idosos apresentaram alegria ao verem suas produções, e se entusiasmassem em querer dar continuidade para novas descobertas. De acordo com Tommasi e Minuzzo (2011, p. 43) “o resultado final enaltece a autoestima, estimula o riso e a alegria. A sensação de competência e realização domina o corpo, a mente e a alma.” Profissionais que com eles trabalham relataram que os idosos começaram a demonstrar uma maior concentração naquilo que fazem e também que essas sessões estavam ajudando a melhorar a memória do idoso.

Palavras-chave: arteterapia; origami; idoso; autoestima.


Referências

COUTINHO, V. Arteterapia com idosos: ensaios e relatos. Rio de Janeiro. Wak Ed, 2008.
MINUZZO, L; TOMMASI, S.B. Origami em Educação e Arteterapia. São Paulo: Paulinas, 2010.

                       
                                                                                                                 Márcia Regina do Nascimento

Texto publicado nos Anais da V Jornada de Arteterapia e Filosofia da Associação Catarinense de Arteterapia (ACAT) (Pag. 118)

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